Um jovem de 29 anos de idade que se fazia passar por mulher foi detido indiciado de violações sexuais, no Posto Administrativo de Anchilo, distrito de Nampula, província do mesmo nome.
A detenção foi possível graças a uma denúncia, depois de o indiciado ter violado uma mulher, na última quinta-feira, que se encontrava na machamba.
Para lograr os seus intentos, o indiciado trajado de um vestido simulou uma conversa, e seguidamente levou a vítima para um lugar de pouca circulação de pessoas, onde cometeu o crime.
Segundo o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique ( PRM), em Nampula , Dércio Samuel, o suspeito depois de levar a vítima para um esconderijo, ameaçou-a com recurso a uma arma branca, e seguidamente violou-a.
Entretanto, o indiciado refuta as acusações e diz que nunca gostou de manter relações amorosas com uma mulher, alegadamente porque é homossexual, por isso que se veste de roupa feminina.
Fontes próximas da investigação indicam que as ocorrências em análise terão acontecido em zonas agrícolas (machambas), onde várias mulheres residentes naquela região reportaram terem sido alvo de abordagem e condutas sexuais forçadas. No entanto, as autoridades ainda não emitiram comunicados oficiais que descrevam o alegado modus operandi (como disfarces ou métodos de aproximação), nem se confirmaram detalhes que circulam em redes sociais e mensagens privadas. A PRM reafirma o compromisso com uma investigação rigorosa, que respeite os direitos humanos e garanta a segurança das vítimas.
Representantes da Polícia em Nampula apelaram às comunidades para que denunciem casos de violência de género e abuso sexual através dos números de emergência ou nas esquadras mais próximas. Garantiram que todas as denúncias são tratadas com confidencialidade e levadas a sério, com o objectivo de responsabilizar criminalmente quem violar a lei.
A lei penal moçambicana prevê penas severas para o crime de violação, cuja pena base pode variar entre 2 e 8 anos de prisão, sendo agravada por circunstâncias específicas estabelecidas no Código Penal.
As autoridades informaram que mais esclarecimentos serão divulgados assim que a investigação estiver mais avançada e que não comentam pormenores que possam comprometer o processo.
