REVIMO Precisa de 42 Milhões de Dólares para Aliviar Congestionamentos na Estrada Circular de Maputo


 A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) estima em cerca de 42 milhões de dólares norte-americanos o montante necessário para a implementação de soluções estruturais capazes de reduzir, de forma significativa, os congestionamentos que, nos últimos tempos, têm marcado a Estrada Circular de Maputo, uma das principais artérias de circulação na capital do país.


Nos últimos meses, aquela rodovia tem registado níveis elevados de tráfego, sobretudo nas primeiras horas da manhã e no período do entardecer, situação que tem provocado longas filas de viaturas e desgaste para automobilistas e passageiros, muitos dos quais dependem daquela via para o acesso aos seus locais de trabalho e residências.


Entre os pontos considerados mais críticos destacam-se as rotundas do Rotunda do Albazine, da Rotunda da CMC e do Rotunda do Intaka, esta última popularmente conhecida como primeira rotunda, onde o fluxo rodoviário tende a tornar-se particularmente intenso nos períodos de ponta.


Falando recentemente em entrevista concedida ao jornal Carta de Moçambique, o porta-voz da REVIMO, Sérgio Nhancale, reconheceu a gravidade do problema e confirmou que a concessionária tem vindo a estudar mecanismos para mitigar os constrangimentos.


Segundo Nhancale, os congestionamentos registados ao longo da via, sobretudo nas rotundas situadas na EN204, estão fortemente associados a factores comportamentais. Entre estes, destacou o estacionamento irregular de viaturas afectas ao transporte semi-colectivo de passageiros nas bermas da estrada, prática que reduz a fluidez do tráfego e cria pontos de estrangulamento.


O responsável apontou igualmente a presença de vendedores informais e operadores de serviços de carteira móvel como elementos que contribuem para a desorganização do trânsito, uma vez que muitos utentes param as suas viaturas em locais impróprios para efectuar transacções, agravando a circulação.


Entretanto, a REVIMO defende que a resolução definitiva do problema exige intervenções estruturais, incluindo possíveis reconfigurações geométricas das rotundas, melhoria dos acessos e reforço das medidas de ordenamento do trânsito. A implementação dessas soluções, segundo a concessionária, depende da mobilização do financiamento estimado em 42 milhões de dólares.


Fontes ligadas ao sector dos transportes indicam que o crescimento urbano acelerado da cidade de Maputo e das zonas periféricas tem provocado um aumento significativo do parque automóvel, factor que tem pressionado infra-estruturas rodoviárias concebidas para volumes de tráfego inferiores aos actuais.


Especialistas defendem, igualmente, a necessidade de medidas complementares, como o reforço do transporte público organizado e campanhas de sensibilização rodoviária, de modo a garantir maior disciplina na circulação e reduzir a sobrecarga nas principais vias estruturantes da capital.


Enquanto não são implementadas soluções de fundo, automobilistas e passageiros continuam a enfrentar demoradas filas diárias, situação que, além do impacto na mobilidade urbana, tem reflexos directos na produtividade e na qualidade de vida dos utentes da Estrada Circular de Maputo.

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