Mulheres em situação de reclusão em Ndlavela formadas em informática


RECLUSAS DE NDLAVELA FORMADAS EM INFORMÁTICA BÁSICA E EXCEL AVANÇADO


No quadro dos esforços visando a reabilitação e reinserção social de indivíduos privados de liberdade, o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) procedeu, na manhã desta quinta-feira (19), ao encerramento de um curso de Informática Básica e Excel Avançado, no Estabelecimento Penitenciário Especial para Mulheres de Maputo, localizado em Ndlavela.


A cerimónia foi dirigida pelo Director-Geral do SERNAP, David Arsénio David, e contou com a presença de representantes de instituições parceiras envolvidas na implementação da formação.


A iniciativa resulta de uma parceria entre o SERNAP, a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, o Centro de Informação e Educação para o Desenvolvimento e o Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo. Ao todo, 25 reclusas beneficiaram da acção formativa, adquirindo competências consideradas essenciais para a sua futura integração no mercado de trabalho.


Intervindo na ocasião, a Directora-Geral Adjunta da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, Maria Pescante, sublinhou que a formação constitui um passo significativo no processo de reabilitação das reclusas. Segundo afirmou, o investimento em competências profissionais de pessoas privadas de liberdade contribui directamente para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e segura.


Por seu turno, o Director-Geral do SERNAP destacou que a iniciativa reflecte o compromisso da instituição com a humanização do sistema penitenciário moçambicano. David Arsénio David enfatizou que acções do género visam dotar os reclusos de ferramentas práticas que lhes permitam enfrentar, com maior preparação, os desafios do mercado de emprego após o cumprimento das suas penas.


Dirigindo-se às formandas, o responsável afirmou que a capacitação representa uma oportunidade concreta de transformação pessoal. Sublinhou ainda que o domínio de ferramentas digitais reduz barreiras e reforça as possibilidades de reinserção social efectiva.


Importa referir que esta acção dá continuidade a um programa já iniciado no ano transacto, no qual cerca de 21 reclusas haviam igualmente beneficiado de formação no âmbito da mesma parceria, evidenciando uma aposta progressiva na educação e qualificação profissional no seio do sistema penitenciário.


A formação em tecnologias de informação surge, assim, como um instrumento estratégico para a reintegração social, numa altura em que o mercado laboral exige cada vez mais competências digitais básicas e avançadas.

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