INTIC Reforça Defesa Digital nas Infra-estruturas Críticas em Tete


A segurança cibernética ganhou novo fôlego na província de Tete com uma missão técnica liderada pelo Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação, que visitou recentemente a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, na vila de Songo, e a Universidade Pedagógica de Songo, no quadro da avaliação e actualização da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética 2026–2030.


A deslocação da equipa técnica do INTIC surge numa altura em que Moçambique acelera a sua transformação digital, com o crescimento de centros de dados, expansão dos serviços electrónicos e debates em torno da regulação da Inteligência Artificial. Neste cenário, proteger infra-estruturas críticas deixou de ser apenas uma questão tecnológica para passar a representar uma prioridade nacional ligada à estabilidade económica e à segurança dos serviços essenciais.


Na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, considerada uma das infra-estruturas estratégicas mais importantes do país, os técnicos do INTIC procuraram compreender de perto os mecanismos operacionais e tecnológicos que sustentam o funcionamento da barragem e da central hidroeléctrica. A visita permitiu avaliar os desafios ligados à protecção dos sistemas digitais que suportam a produção e distribuição de energia eléctrica, numa época em que ataques cibernéticos contra infra-estruturas críticas têm vindo a preocupar governos em várias partes do mundo.


Fontes ligadas ao sector defendem que a modernização tecnológica das infra-estruturas estratégicas deve caminhar lado a lado com o reforço dos mecanismos de segurança digital, sob risco de vulnerabilidades comprometerem serviços essenciais. Durante os encontros, foi igualmente sublinhada a importância de fortalecer a capacidade nacional de prevenção e resposta a incidentes cibernéticos.


A missão do INTIC prosseguiu na Universidade Pedagógica de Songo, onde o foco esteve virado para a formação de quadros especializados em segurança cibernética. Num ambiente marcado pelo crescimento da procura por profissionais da área digital, foi apresentada a proposta de integração da disciplina de Segurança Cibernética nos cursos de Informática.


A iniciativa pretende preparar jovens moçambicanos para responder aos novos desafios tecnológicos e reduzir a dependência de especialistas estrangeiros em matérias ligadas à protecção de sistemas informáticos. Entre estudantes e docentes, o tema despertou interesse, sobretudo pelo impacto crescente das ameaças digitais no funcionamento das instituições públicas e privadas.


Com esta missão, o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação procura consolidar uma abordagem participativa e multissectorial na construção da nova Estratégia Nacional de Segurança Cibernética, envolvendo infra-estruturas críticas, instituições académicas e diferentes actores do ecossistema digital nacional.


A expectativa é que a estratégia 2026–2030 permita ao país fortalecer a resiliência tecnológica e criar bases mais sólidas para um ciberespaço seguro, confiável e preparado para responder aos desafios da era digital.

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