MATOLA APOSTA NA PRODUÇÃO LOCAL PARA REFORÇAR SISTEMAS DE DRENAGEM E INFRA-ESTRUTURAS URBANAS


 O Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, Júlio Parruque, instou recentemente os munícipes e o sector empresarial local a redobrarem esforços na produção de materiais de construção resilientes, com destaque para soluções de drenagem, numa clara aposta na auto-suficiência e dinamização da economia local.


O apelo foi lançado durante uma visita de trabalho a uma unidade industrial sediada na Machava, vocacionada à produção de infra-estruturas em betão, incluindo postes para linhas de transporte de energia, manilhas e tampas de cobertura para sistemas de escoamento de águas pluviais.


Na ocasião, o edil destacou que os produtos fabricados localmente apresentam padrões de qualidade comparáveis aos internacionais, defendendo a sua utilização em obras municipais, sobretudo em projectos de drenagem urbana, iluminação pública e requalificação de espaços como praças e jardins.


A iniciativa enquadra-se no esforço mais amplo do município de reforçar a capacidade de resposta aos problemas recorrentes de inundações, que afectam diversas zonas da urbe, sobretudo em períodos chuvosos. Dados recentes indicam que a edilidade tem vindo a estabelecer parcerias com empresas locais para assegurar o fornecimento de materiais pré-fabricados destinados à reabilitação de vias críticas e sistemas de drenagem. 


Parruque entende que o fortalecimento da produção interna não só reduz custos e dependência externa, como também impulsiona a criação de emprego e fomenta o crescimento industrial da Matola, considerada uma das principais zonas económicas do país.


Aliás, esta visão não é nova. O dirigente municipal tem reiterado, em diferentes fóruns, que o sector privado deve assumir um papel activo no desenvolvimento da cidade, contribuindo para a construção de infra-estruturas essenciais e melhoria das condições de vida dos munícipes. 


Com esta abordagem, a edilidade procura consolidar um modelo de desenvolvimento assente na valorização dos recursos locais, num momento em que os desafios urbanos exigem soluções práticas, duráveis e, acima de tudo, sustentáveis.

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