EDIL DE CATANDICA RECONHECE ATRASO DE CINCO MESES NOS SALÁRIOS E APONTA ESCASSEZ DE FUNDOS COMO PRINCIPAL CAUSA


Os funcionários do Conselho Municipal de Catandica enfrentam um dos períodos mais difíceis dos últimos anos. Há cinco meses sem receber salários, muitos trabalhadores vivem dias marcados por incertezas, dificuldades para sustentar as suas famílias e crescente preocupação quanto ao futuro.

Perante a situação, o presidente do Conselho Municipal de Catandica, Pedro Mazonde, veio a público reconhecer oficialmente a existência da dívida salarial, explicando que o município atravessa uma grave crise financeira.

Segundo o edil, a principal causa do problema reside na ausência das transferências do Fundo de Compensação Autárquica por parte do Governo Central durante os últimos cinco meses. Sem esses recursos, afirmou, a autarquia ficou impossibilitada de cumprir regularmente com o pagamento dos vencimentos dos seus funcionários.

Pedro Mazonde reconheceu que o atraso tem provocado enormes dificuldades sociais e económicas aos trabalhadores, razão pela qual considera legítimas as manifestações e reivindicações apresentadas pelos funcionários.

"Compreendemos perfeitamente a situação dos nossos trabalhadores e das suas famílias. Eles têm razão em exigir os seus direitos", terá afirmado o presidente do município durante um encontro com os funcionários.

Apesar das limitações financeiras, o edil garantiu que o Conselho Municipal não permaneceu inactivo. Segundo explicou, têm sido mantidos contactos permanentes com as autoridades governamentais competentes para mobilizar recursos financeiros e encontrar uma solução que permita liquidar os salários em atraso.

Enquanto decorrem essas diligências, Pedro Mazonde apelou aos funcionários para manterem a calma, a serenidade e a confiança nos esforços que estão a ser desenvolvidos.

O dirigente municipal reafirmou igualmente a sua abertura ao diálogo, sublinhando que a autarquia continuará disponível para reunir com os representantes dos trabalhadores, ouvir as suas preocupações e procurar soluções consensuais capazes de ultrapassar o actual impasse.

O atraso no pagamento de salários constitui um desafio significativo para o funcionamento da autarquia, uma vez que afecta não apenas o bem-estar dos funcionários, mas também a prestação regular dos serviços públicos municipais à população.

Até ao momento, ainda não foi anunciada uma data concreta para a regularização da dívida salarial acumulada, permanecendo os trabalhadores na expectativa de uma resposta das entidades competentes relativamente à disponibilização dos fundos necessários.

A situação continua a ser acompanhada pelas autoridades locais, enquanto os funcionários aguardam que as negociações produzam resultados que permitam restabelecer a normalidade financeira e administrativa do município.

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