A Polícia da República de Moçambique (PRM) pronunciou-se sobre a operação realizada na noite de 18 de Julho de 2026, no posto administrativo de Xinavane, distrito da Manhiça, província de Maputo, que culminou na morte de Narciso Sambo, conhecido por "Macovo".
Segundo um comunicado do Comando-Geral da PRM, a operação foi desencadeada após denúncias da população e tinha como objectivo localizar e capturar o suspeito, que era procurado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
De acordo com a corporação, sobre Narciso Sambo recaíam fortes indícios de envolvimento em crimes graves, entre os quais homicídio, violação sexual, roubos à mão armada, raptos e outras acções criminosas que, alegadamente, vinham afectando a segurança e a tranquilidade da população de Xinavane.
A PRM afirma que todas as operações policiais são conduzidas em conformidade com a lei e no âmbito da missão constitucional de garantir a ordem pública, a segurança dos cidadãos e a protecção dos seus bens. No entanto, o comunicado não esclarece, até ao momento, as circunstâncias concretas que levaram ao recurso à força letal durante a operação.
O caso continua a suscitar debate público. Embora muitos residentes descrevam "Macovo" como um indivíduo de elevada perigosidade, juristas e defensores dos direitos humanos recordam que a Constituição da República de Moçambique aboliu a pena de morte, pelo que qualquer intervenção policial que resulte em morte deve ser objecto de apuramento rigoroso, transparente e independente para determinar se o uso da força foi necessário, proporcional e legal.
A corporação apelou ainda à população para continuar a colaborar com as autoridades através da denúncia de actividades criminosas e a evitar a divulgação de informações falsas ou não confirmadas que possam comprometer o trabalho dos órgãos de administração da justiça.
Enquanto se aguarda por mais esclarecimentos oficiais, permanece por responder a questão central: quais foram as circunstâncias exactas da operação que culminou na morte do suspeito e se todos os procedimentos legalmente previstos foram efectivamente observados.



