Sensibilização dos Vendedores Ambulantes e o Desafio dos Mercados em Maputo

 


Desde as eleições gerais de Outubro do ano passado, a vida em diferentes pontos do país tem conhecido mudanças, principalmente no comportamento do cidadão, afectando a implementação das políticas públicas.


Em Maputo, num período em que doenças como cólera e malária registam aumento, a venda de produtos hortícolas e vegetais em locais impróprios, muitas vezes no chão e sem condições mínimas de higiene, eleva o risco de proliferação de doenças nas comunidades.



As autoridades municipais estão a sensibilizar os vendedores ambulantes e informais que ocupam passeios na Praça dos Combatentes (Xiquelene) para abandonarem estes locais e aderirem aos mercados formais. Contudo, surge o desafio: será que o município tem capacidade para acomodar todos os vendedores informais?


Existem mercados como o Anexo de Xipamanine e o Mercado Municipal da Polana Caniço (MUCORIANE) que continuam com bancas desocupadas, mas muitos vendedores resistem a abandonar as ruas por questões de acesso, custos ou falta de condições atractivas nestes espaços.



Num cenário onde vemos privados a construir empreendimentos como o Mercado Central, Shopping Central, Premier Super Spar e Shoprite, fica a questão: por que razão o município não investe em mercados com qualidade melhorada, atractivos e acessíveis para todos?


A cidade capital precisa de mercados seguros, higienizados e com preços justos para os vendedores, garantindo saúde pública, dignidade no trabalho, cuidados com o meio ambiente e organização do espaço urbano. 


A sensibilização deve vir acompanhada de acções concretas para a expansão e modernização dos mercados, permitindo que os vendedores informais tenham um local digno para exercerem as suas actividades e a população tenha acesso a alimentos em condições seguras.

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