Maputo, 30 de Abril — O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, recebeu esta quinta-feira, em Maputo, representantes do Núcleo dos Estudantes de Direito (NED) da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane, num encontro que visou auscultar as principais inquietações da classe estudantil e consolidar a ligação entre o sector da justiça e o meio académico.
A audiência enquadra-se no esforço do Executivo de aproximar as instituições públicas da juventude universitária, sobretudo num contexto em que os estudantes de Direito têm vindo a assumir um papel cada vez mais activo nos debates sobre legalidade, transparência e governação no país.
Durante o encontro, os estudantes apresentaram preocupações ligadas à qualidade da formação jurídica, às oportunidades de inserção profissional e ao funcionamento do sistema de justiça. Por sua vez, o governante encorajou uma participação mais interventiva dos futuros juristas, sublinhando que a juventude deve assumir-se como força crítica e construtiva na edificação de um Estado de Direito sólido.
Mateus Saize destacou ainda a importância de uma formação académica alinhada com os desafios reais do país, defendendo maior articulação entre universidades e instituições públicas, de modo a garantir que os graduados estejam preparados para responder às exigências do mercado e da administração da justiça.
Importa referir que, para além das funções governativas, o ministro é também docente na Faculdade de Direito da UEM, onde lecciona disciplinas como Ciência Política, Direito Constitucional e Direito Económico. A sua dupla qualidade — de académico e decisor político — foi apontada como uma mais-valia na construção de pontes entre teoria e prática.
A Universidade Eduardo Mondlane, considerada a mais antiga e uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior do país, continua a desempenhar um papel central na formação de quadros nas diversas áreas do saber, incluindo o Direito.
O encontro terminou com o compromisso de reforço do diálogo institucional, ficando aberta a possibilidade de futuras iniciativas conjuntas, como seminários, estágios e programas de cooperação académica, numa tentativa clara de alinhar a formação jurídica com as necessidades concretas da sociedade moçambicana.


