O Governo reafirmou o seu compromisso com a promoção do empoderamento económico feminino ao manifestar apoio institucional à realização do Fórum Económico da Mulher, uma iniciativa que pretende reunir empresárias, líderes de negócios, investidores e organizações da sociedade civil para discutir os principais desafios e oportunidades que marcam a participação da mulher na economia moçambicana.
O posicionamento foi manifestado pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, durante uma audiência concedida ao consórcio de organizações de mulheres empresárias responsável pela promoção do evento, previsto para decorrer ainda este ano na cidade de Maputo.
O encontro teve como principal objectivo solicitar o apoio do Governo para a concretização da iniciativa, considerada uma das mais importantes plataformas de debate sobre a participação da mulher nos sectores produtivos e empresariais do país.
Durante a reunião, Ivete Alane destacou que o fortalecimento da autonomia económica das mulheres integra as prioridades definidas pelo Executivo para o actual ciclo governativo, sublinhando que a inclusão feminina nos processos de produção, investimento e geração de riqueza é fundamental para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
“O empoderamento económico da mulher é uma das prioridades definidas pelo Governo para o presente quinquénio, pelo que encorajamos e iremos colaborar para o sucesso da iniciativa”, afirmou a governante.
O Fórum Económico da Mulher surge numa altura em que diversos estudos apontam para a necessidade de aumentar a participação feminina nos negócios, melhorar o acesso ao financiamento e criar condições mais favoráveis para o crescimento das empresas lideradas por mulheres.
De acordo com os promotores, o evento deverá reunir cerca de 1.500 mulheres provenientes de diferentes sectores de actividade, representando aproximadamente 500 empresas nacionais e internacionais. A expectativa é que o fórum se transforme num espaço privilegiado para a partilha de experiências, criação de parcerias estratégicas e identificação de soluções para os obstáculos que ainda limitam a plena integração das mulheres na economia formal.
Entre os temas previstos para discussão destacam-se o acesso ao crédito, empreendedorismo feminino, inovação, transformação digital, liderança empresarial, inclusão financeira, formação profissional e participação das mulheres nas cadeias de valor dos sectores estratégicos da economia.
Especialistas consideram que o fortalecimento do empreendedorismo feminino pode desempenhar um papel decisivo na redução da pobreza, na geração de emprego e no aumento da produtividade nacional. Dados de organismos internacionais indicam que economias que promovem maior inclusão das mulheres tendem a registar melhores níveis de crescimento económico e desenvolvimento social.
Para o Governo, iniciativas como o Fórum Económico da Mulher representam uma oportunidade para acelerar a implementação de políticas públicas orientadas para a igualdade de oportunidades, contribuindo para a construção de uma economia mais inclusiva e competitiva.
A realização do evento em Maputo poderá ainda reforçar o debate sobre os mecanismos necessários para ampliar a presença das mulheres em sectores tradicionalmente dominados por homens, promovendo um ambiente de negócios mais equilibrado e capaz de aproveitar plenamente o potencial produtivo feminino existente no país.



