O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, garante que a Estrada Nacional Número Um (EN1) poderá ser restabelecida num prazo estimado entre uma a duas semanas, na sequência dos graves danos provocados pelas cheias que afectaram a zona sul do país.
O Chefe do Estado falava na abertura da II Sessão do Conselho de Ministros, que decorre na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, sessão descentralizada convocada para permitir ao Governo avaliar, no terreno, o impacto real das cheias e acelerar a resposta às populações e às infra-estruturas afectadas.
Segundo Daniel Chapo, a descida do nível das águas permitiu identificar seis cortes ao longo da EN1, situação que inviabilizou a circulação rodoviária no principal eixo de ligação norte-sul do país. Perante este cenário, o empreiteiro responsável foi mobilizado de imediato e encontra-se já a executar trabalhos de reposição da via.
“O empreiteiro está no terreno. Eram seis cortes. Só foi possível ver depois das águas baixarem, que é o que viemos fazer aqui em Gaza”, explicou o Presidente da República.
O governante detalhou que os trabalhos avançam de forma progressiva, com resultados já visíveis em alguns pontos críticos da estrada.
“O empreiteiro já conseguiu reparar o primeiro corte. O segundo terminou ontem. Estamos agora no terceiro. Temos a certeza de que, dentro de sensivelmente uma ou duas semanas, no máximo, vamos restabelecer a ligação na EN1”, assegurou.
Daniel Chapo sublinhou ainda que, mesmo durante o período em que as águas galgaram a estrada, os trabalhos preparatórios não foram interrompidos, com a colocação antecipada de materiais no terreno para acelerar a reposição da circulação logo que as condições o permitissem.
“Mesmo enquanto as águas galgaram a estrada, o empreiteiro já estava no local a descarregar tudo o que fosse necessário para, o mais rápido possível, restabelecer a circulação rodoviária na nossa espinha dorsal para o desenvolvimento do país”, frisou.
O Presidente destacou que a deslocação do Governo a Xai-Xai tem como principal objectivo avaliar de forma integrada os danos causados pelas cheias e inundações, reforçando a coordenação entre os diferentes sectores do Executivo.
“O nosso objectivo é fazer a análise aqui no terreno e depois deslocarmo-nos para a baixa de Chibuto e de Xai-Xai. Iremos também escalar Chókwè e Guijá, que são pontos principais”, afirmou.
A EN1 é considerada a principal infra-estrutura rodoviária de Moçambique, desempenhando um papel central na circulação de pessoas e mercadorias. A sua interrupção tem provocado fortes constrangimentos económicos e sociais, sobretudo para as populações das províncias de Maputo e Gaza, que dependem da estrada para acesso a bens essenciais, serviços e actividades produtivas.
O Governo reafirma que a prioridade é restabelecer a ligação de forma segura e duradoura, garantindo que os trabalhos em curso respondam não apenas à emergência actual, mas também à necessidade de maior resiliência da via face a fenómenos climáticos extremos.



Ansiosos para que isso aconteça
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